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Projeto de aluna da UFPA é destaque em exposição na sede da ONU
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Projeto de aluna da UFPA é destaque em exposição na sede da ONU

Um projeto educativo realizado com alunos do ensino fundamental do município de Jacundá, no sudeste do Pará, é destaque na Exposição "Versus Art Exhibit", que ocorre durante o mês de junho na sede da Organização das Nações Unidas (ONU), na Suíça. O Projeto "Cores do Açaí" foi idealizado pela professora Elsamar Emerique, aluna do Mestrado Profissional em Artes na Universidade Federal do Pará  (UFPA) e egressa do curso de Artes Visuais, da Instituição, por meio do Plano Nacional de Formação de Professores (Parfor). 

O projeto utiliza o açaí como base para a criação de obras artísticas inspiradas pelas cores e formas da paisagem amazônica. A polpa, os caroços e as folhas do fruto são misturados a pigmentos e a outros materiais para a produção das tintas usadas no processo, que conta com a participação dos alunos desde a confecção das telas de pintura até a finalização das obras.

Segundo a professora Elsamar Emerique, o projeto começou em 2018, com seus alunos do ensino fundamental, e já venceu diversos prêmios nacionais voltados à educação. Entre eles, está a premiação na 20ª edição do Prêmio Arte na Escola Cidadã, promovido pelo Instituto Arte na Escola (IAE), que resultou na criação de um minidocumentário sobre o projeto.

A participação na Exposição "Versus Art Exhibit" foi intermediada pelo IAE, que foi convidado a participar pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e vai apresentar seis projetos do Prêmio Arte na Escola Cidadã, entre eles, o "Cores do Açaí". O minidocumentário é exibido na exposição, que está aberta para visitantes até o dia 25 de junho, no Palácio das Nações, em Genebra, apresentando projetos sobre arte, resiliência e transformação social do mundo inteiro. Mais informações na plataforma da OMS.

Cores do Açaí

De acordo com a professora Elsamar, a ideia surgiu durante a busca de um tema para a mostra de artes da escola. "Pensei em pintar as telas com algum elemento natural extraído da floresta amazônica. De início, pensei no açaí, mas levei a proposta para os alunos. Provoquei a turma. Instiguei eles a pensar e falar suas ideias. Não demorou muito para citarem o açaí, mas falaram com tom de brincadeira. Concordei com a fala deles e então viram que eu levaria a sério a ideia", conta ela.

Movimentos da história da arte, pinturas africanas e memórias da cidade de Jacundá estavam entre os temas trabalhados pelos alunos nas telas, utilizando as tintas provenientes da mistura com o açaí. O resultado foi apresentado em uma exposição na praça municipal da cidade durante a realização de um concurso entre as turmas.

Elsamar passou a repetir o trabalho com as demais turmas que assumiu nos anos seguintes. Mesmo durante a pandemia, no ano de 2020, a professora manteve o projeto em formato remoto. "Os alunos pintaram em casa, orientei por tutoriais. Fizemos a exposição ao vivo no Facebook. Foi muito gratificante também", relata a professora.

Natural do estado do Maranhão, onde iniciou a carreira como professora, Elsamar mora em Jacundá desde 2006 e já atuava como professora de Artes no ensino fundamental, mesmo sendo graduada em Pedagogia. A oportunidade de cursar a Licenciatura em Artes Visuais ocorreu por meio do Parfor, mas no município de Tailândia, há mais de 180 km de distância de Jacundá.

"O Parfor possibilitou a realização de um grande sonho. Eu já gostava de trabalhar artes com os (alunos) pequenos, mas não tinha a liberdade para me aprofundar e me dedicar numa metodologia voltada somente para essa área do conhecimento. Hoje me sinto motivada. Gosto de ser professora de Arte, gosto de colocar a mão na massa. Gosto de ficar perto dos alunos, descobrir coisas novas com eles", celebra.

Novas portas se abriram com o diploma de licenciatura e hoje Elsamar é professora concursada de Artes Visuais no município de Jacundá. O desejo de seguir carreira na área evoluiu e atualmente ela cursa o Mestrado Profissional em Artes, pela UFPA. "Quero contribuir para o crescimento da arte e cultura do nosso país, quero poder contribuir mais com a valorização do ensino de Arte no nosso país, que infelizmente ainda é inferiorizado por muitos", finaliza.

Texto: Alexandre Yuri - Parfor UFPA
Imagens: Documentário CORES DO AÇAÍ | XX Prêmio Arte na Escola Cidadã - 2019